“O principal desafio a superar é tornar os editais públicos estaduais obrigatoriamente anuais”, afirma  José Araripe Jr.

Em celebração aos 20 anos do longa-metragem baiano 3 histórias da Bahia, dirigido por Edyala Yglesias, Sérgio Machado e José Araripe Jr, o Observatório do Audiovisual Baiano lançou uma série de conteúdos especiais para rememorar esse marco do cinema baiano. Em entrevista, José Araripe Jr, roteirista e diretor do episódio O Pai do Rock, falou sobre os desafios para a produção de longa-metragem na época, como foi o processo de realização numa realidade de escassez de recursos, bem como os desafios atuais do cinema baiano.

1.     São 20 anos desde o lançamento do longa ” Três Histórias da Bahia”, no dia 31 de maio de 2001. Esse lançamento veio após uma lacuna de mais de 20 anos sem produções de longas-metragens no estado. Quais eram os principais empecilhos para se realizar grandes produções na Bahia naquele momento?

As políticas de fomento eram espaçadas e de pequena monta; eventualmente havia concursos de curtas. Há cerca de 8 anos, não acontecia editais locais. Os custos tecnológicos, principalmente película e processamentos, eram bem altos se comparados com os de hoje. Em um universo que não passavam de 30 cineastas, fazer um longa-metragem era uma meta almejada por alguns poucos, já a que a maioria não conseguia nem realizar seus curtas.

Um pouco antes, A Lenda do Pai Inácio e Superoutro foram produções frutos de editais de curtas, mas que, na finalização, se tornaram médias bem sucedidos em festivais, inclusive, gerando lançamentos de sucesso comercial local e que à época chamaram atenção nacionalmente, principalmente, para o coletivo Lumbra Cinematográfica, que há 10 anos já se destacava como inovador na produção de curtas. O curta Mr. Abrakadabra!, vencedor dos principais festivais brasileiros naquela temporada, um ou dois anos antes de 3 Histórias da Bahia, foi financiado pelo primeiro edital da retomada do cinema brasileiro pós governo Collor, o Resgate do cinema brasileiro do MinC.

2. O filme “Três histórias da Bahia” foi resultado de um concurso de roteiros de curtas que premiou cada um dos diretores envolvidos nessa produção. Como foi o processo de transformar esses três roteiros numa obra de 90 minutos?

A iniciativa foi da DIMAS/FUNCEB. O concurso original, apesar de versão distorcida por alguns historiadores e críticos, já trazia na sua capa: Edital de longa metragem. A ideia talvez fosse emular os famosos Longas de Episódios, realizados nos ano 60, 70 e 80 em alguns países, inclusive o Brasil, e/ou subjetivamente para tirar a Bahia deste jejum, de recorde incômodo. Os recursos eram muito pequenos para tal empreitada, pensada inicialmente para ser em 16mm, mas catapultada pelos autores, por estratégia de mercado, para 35mm, o que só se fez possível pela aposta de uma produtora emergente que abraçou o projeto aportando recursos financeiros e materiais: a Truq Cine TV e Vídeo; pela imensa cooperação voluntária de uma centena de artistas, técnicos e estagiários, e uma significativa colaboração do cineasta Walter Salles, da produtora VideoFilmes, no empréstimo de equipamentos de filmagens, de ponta.

No lançamento que ocupou as 12 salas do Multiplex Iguatemi, simultaneamente, o filme foi abraçado pelo mercado publicitário, que bancou não apenas outdoors, e spots em radio e TV, (inclusive inaugurando o mobiliário urbano JCDecaux com 200 cartazes em estações e abrigos de ônibus) e pela imprensa, com destaque para o Correio da Bahia que publicou caderno especial com 12 páginas.

Foto: Claudia Schwabacher. | A Banda “O cão de Calçolão” – da esquerda para direita: George Vassilatos, Daniel Boaventura, Fabio Lago. Oswaldinho Mil.

3. E passados 20 anos desde esse marco para o cinema baiano, como você avalia a evolução do financiamento ao cinema baiano? E quais desafios ainda temos de superar?

A criação e atuação da ABCV ABD – Associação Baiana de Cinema e Vídeo foi um marco decisivo, nos últimos anos do domínio carlista, para criar pontes de diálogos e obter a advento de novos e esporádicos editais de curtas e longas; assim como no início da era petista; e subsequentemente as lutas da APC – Associação de Produtores e Cineastas da Bahia, na esteira das bem sucedidas políticas nacionais de descentralização da era Gilberto Gil e Juca Ferreira no Minc. Gerando reflexo de crescimento geométrico dos fomentos públicos para a produção de curtas e longas – e séries, na Bahia; em paralelo ao aparecimento de mais de uma centena de novos realizadores – formados pelos inéditos cursos acadêmicos e/ou estimulados pela revolução tecnológica das facilidades digitais e, também, pelos avanços dos movimentos de reparações sociais. O principal desafio a superar é tornar os editais públicos estaduais obrigatoriamente anuais, através de lei que os vincule aos recursos igualmente anuais do Fundo de Cultura. Assim como criar novos editais de fomento e premiação de iniciativa das prefeituras municipais, das casas legislativas, das instituições paraestatais, das organizações sociais e da iniciativa privada em geral. Ressalvando, que projetos almejados como as empresas estaduais e municipais de audiovisual, a exemplo de Bahia Filmes e Salvador Filmes, são estruturalmente fundamentais a médio e longo prazo.

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